sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CONFRATERNIZAÇÃO PEQUENO GRUPO DA AMA-BA




É um grupo de pais que ainda estão na LISTA DE ESPERA para que os filhos sejam atendidos na Instituição.

Nós sabemos que o Autismo não espera, é necessário INTERVENÇÃO IMEDIATA, DIRECIONADA e EFICAZ.

Nosso grupinho é formado por pais de crianças entre 3 a 8 anos, que se reúnem uma vez por mês, Coordenado do NIIP (Núcleo Interdisciplinar de Intervenção Precoce da Bahia) Dra. Daniele Wanderley e mediado pelas psicólogas Vanessa Serpa Leite e Isabela Ayumi.

Lá nós abrimos nossos corações, falamos sobre os tratamentos, os avanços, as dificuldades, sobre a nossa realidade diária e compartilhar com esses amigos queridos é MUITO BOM!!!


Que em 2013 estejamos juntos novamente!!!


terça-feira, 20 de novembro de 2012

ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO AUTISTA DA BAHIA (AMA-BA)



A Associação de Amigos do Autista da Bahia , é uma Organização sem fins lucrativos, com seu Estatuto registrado em Cartório sob nº 13452 folha, 279 livro A-10 Salvador 21 de março de 2003.
A cada nova reunião, surgiam novos pais e profissionais interessados na causa do autismo.
O nome AMA-BA foi proposto, por ter essa entidade posição de destaque na história no Brasil com respaldo nacional e internacional na educação de autistas.
O criador do “Fala Menino” (personagens da vida real, geralmente crianças especiais, transformados em desenhos de histórias em quadrinhos) Luis Augusto, em parceria com AMA-Ba, cedeu a imagem do personagem “Matheus” para ser o símbolo da Associação.

Missão
Realizar atendimento pedagógico diferenciado e inovador e, através deste, propiciar um futuro mais digno à pessoa com autismo proporcionando: saúde, lazer, trabalho e inserção na sociedade.
Visão
Ser, como Instituição filantrópica, referência no atendimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista no Estado da Bahia, ofertando um atendimento de qualidade e eficiência no Centro Educacional Especializado, cumprindo este compromisso com transparência e responsabilidade social e sendo uma opção de qualidade no atendimento com pacientes, médicos, profissionais da área, convênios e colaboradores.
Valores
Responsabilidade social, respeito ao ser humano e suas diferenças, ética, qualidade, eficácia, competência e transparência.
 Objetivos
Possibilitar condições de escolha conforme as necessidades de cada pessoa autista, promovendo o desenvolvimento do seu potencial, assim como a sua inclusão nas redes regulares de Ensino e consequente inserção social;
Dar assistência e promover programas educacionais diferenciados a todos que necessitem de sua filiação como assistido, dentro da capacidade de atendimento do Centro;
Prestar assessoria aos Atendimentos Educacionais Especializados (AEE), às Salas Multifuncionais e às Escolas Regulares;
Incentivar, promover estudos e pesquisas sobre o autismo, esclarecendo e conscientizando a comunidade;
Orientar a família da pessoa com autismo nas dificuldades vivenciadas em seus lares, possibilitando trocas de conhecimento para um convívio saudável;
Preparar a pessoa autista para o exercício da cidadania, visando apoiá-la em seu desenvolvimento e ajudá-la a chegar à vida adulta com o máximo de autonomia.

 

AMA-BA é Cognitivista



O trabalho pedagógico, realizado com êxito pela Associação de Amigos do Autista da Bahia- AMA-BA, é resultado das reflexões acerca dos insucessos e das experiências negativas vividas pelas pessoas com autismo, no processo de inclusão. Queremos ser atores de um sistema educacional especializado, pois acreditamos na capacidade cognitiva de cada um e não desejamos condená-los a uma pedagogia conservadora, que apenas pensa na “inclusão social” sem o menor interesse em apostar na “inclusão cognitiva” dessas pessoas. 
Atrelar o social à cognição é tarefa a ser empreendida para que a aprendizagem ocorra de fato e de direito.

  
Endereço: Rua Macedo de Aguiar, 98, Bairro: Pituaçu, Salvador/BA, CEP: 41.740-085
(71)-3363-4463
E-mail: info@ama-ba.org.br 


terça-feira, 13 de novembro de 2012

LIVRO: BRINCANTO

NOITE DE AUTÓGRAFOS


DIA: 23.11.2012 (Sexta-feira)
HORÁRIO: 19:00h
LOCAL: CLUBE 2004 - AV. OTÁVIO MANGABEIRA 4099, ARMAÇÃO

Decididos a compartilhar sua experiência na educação de seu filho caçula Gabriel, que é autista, a jornalista e psicopedagoga Mariene Martins Maciel e seu marido, o geólogo Argemiro Garcia lançam Brincanto - autismo tamanho família 

A obra apresenta um apanhado do conhecimento sobre o autismo e, a seguir, apresenta as estratégias adotadas pelo casal e sua família para trabalhar o desenvolvimento de Gabriel, seu quarto filho. A abordagem criada por eles, chamada de Brincanto, foi aplicada com sucesso no atendimento de outras 42 pessoas autistas, o que também é relatado no trabalho.

O casal ressalta: "Este livro apresenta uma abordagem que brotou da nossa experiência como família de um garoto autista. Esperamos que esta obra ajude profissionais em seu trabalho e possibilite outras famílias a trilhar seu próprio caminho, construindo-o em cima de esperança e da crença de que o futuro se faz com as próprias mãos."

Opiniões:

"O livro é uma aula de vida no enfrentamento das dificuldades e como se fala em Minas, os autores não esconderam leite na explicação dessa técnica, o que a torna aplicável em outras pessoas." Walter Camargos Júnior

"Os capítulos de Brincanto espelham sua extensa procura de conhecimentos, caminhos, métodos, ajuda, que agora compartilham com o leitor." Margarida Windholz


Fontes: 
cronicaautista.blogspot.com.br
www.autismoerealidade.com.br
http://www.brincanto.com.br
(71) 9975-7814

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

FAMÍLIA

A base Família, é extremamente importante para nossa estrutura como ser humano, nossa referência.
Porém, quando temos a nossa própria família, seja ela como e do jeito que for, nos motiva a ir além, a buscar mudanças, a brigarmos por melhorias, a sermos mais participativos.

Quando o assunto é família, no fundo ainda somos crianças, não importa o quão velho, ficamos sempre precisamos de um lar para chamar de lar. Porque sem as pessoas que você mais ama, você não pode evitar em se sentir sozinho do mundo.


Amor de Família é a coisa mais inexplicável do mundo, nem um pai consegue dizer para um filho o quanto o ama, nem o filho sabe dizer ao pai, então eles simplesmente demonstram ... (Pasini)





ENSINAR É PARA TODOS


Não precisamos de diploma para sermos pais.
Precisamos e devemos ser melhores a cada dia, para que nossos filhos se espelhem e consigam absorver o que ensinamos.
Que sejamos agentes multiplicadores da boa nova, da boa vontade, do desejo de construir um mundo melhor.
Onde nossas crianças sejam incluídas, estimuladas e capacitadas para acreditar que as limitações não os impedem de superar as barreiras.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

LIVRO: MÃE, ME ENSINA A CONVERSAR




Neste livro, Dalva Tabachi nos conta como foi difícil a luta para que seu Ricardo pudesse levar uma vida normal, conta-nos ainda todo o progresso que ele teve com a ajuda do outro filho, do pai, da equipe de profissionais que lhe davam todo o amparo e, é claro, dela própria. Nada foi fácil, e cada pequena conquista foi bastante comemorada, cada evolução, simples, que pra nós é natural e passa despercebido, pra ela era como um troféu pelo seu esforço e uma garantia à felicidade de toda a família.

Mais do que um emocionante relato sobre a experiência da família para adaptar Ricardo ao mundo e enumerar os progressos que o rapaz alcançou, sempre estimulado pelos pais, irmãos e por um grupo de profissionais especializados, Dalva Tabachi alerta para a necessidade de não esconder as chamadas "pessoas especiais" e enfrentar "olhando de frente" a discriminação, a incompreensão e o preconceito. Para a autora, quem tenta proteger o filho especial e o retira do convívio social pode estar querendo ocultar que produziu alguém que foge aos padrões idealizados pela sociedade.


Médicos, psicólogos, professores de música e outros profissionais da equipe que acompanhou Ricardo desde criança também contam, no livro, a evolução do tratamento do rapaz, que, hoje, aos 25 anos, trabalha na empresa da mãe, aprendeu a ler e a escrever, faz parte da equipe Máster de natação do Flamengo e demonstra interesse em noticiário. 

Enquanto se preocupavam em garantir que Ricardo fosse o mais independente possível, a família deparou com numerosos problemas, entre eles o de estabelecer limites para alguém que custou a sair de seu isolamento próprio. Dificuldades que foram superadas com coragem, paciência e amor incondicional de uma família que não se permitiu desanimar frente ao autismo.

A história nos ensina uma lição valiosa: NÃO DEVEMOS JAMAIS ENTREGAR-NOS ÀS CIRCUNSTÂNCIAS! Caso Dalva tivesse se entregado e aceitado a condição do filho, se continuasse pensado que nenhum esforço adiantaria, provavelmente hoje ele estaria isolado, mas sua mãe lutou pra garantir que ele vivesse uma vida normal, dentro das suas limitações, mas quis vê-lo se superando à cada dia, feliz e com qualidade de vida.


Livro: MÃE, ME ENSINA A CONVERSAR
Subtítulo: Vencendo o autismo com amor
Autor: Dalva Tabachi
Editora: Rocco
Páginas:96
Ilustração : Flor Opazo (capa)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

LIVRO: MUNDO SINGULAR



SINOPSE DO LIVRO

Mundo Singular - Entenda o Autismo

"Pedro tem dificuldades em olhar seus pais nos olhos ou responder quando é chamado. André tem fixação por trens; é capaz de ficar horas a fio enfileirando-os no chão do quarto. Mariana tem crises frequentes no colégio e não consegue acompanhar os coleguinhas nas brincadeiras, mas aprendeu a ler sozinha aos três anos. Todos os três têm comportamentos que podem ser sinais de autismo. E agora, o que fazer?"

Isoladas num mundo particular de difícil acesso, com hábitos restritos, ritualizados e repetitivos, as crianças que desenvolvem autismo são corriqueiramente vistas como estranhas e alheias a tudo e a todos. O que poucos sabem é que estes indivíduos são dotados de talentos e habilidades singulares. Diante do diagnóstico de autismo, o mais importante para os pais, professores e profissionais de saúde é criar mecanismos para ensinar a essas pessoas os prazeres contidos nos momentos de convivência com a criança, buscando amenizar para elas o caráter invasivo e intimidador que o contato social adquire.

Primeiro livro da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa escrito em parceria com especialistas da sua equipe, com experiência em crianças e adolescentes, Mundo singular, é um guia voltado para o público leigo, com foco no funcionamento mental da criança com autismo.
Caracterizado por um conjunto de sintomas que afeta a socialização, a comunicação e o comportamento, e que acomete cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, o transtorno afeta, sobretudo, a interação social desses indivíduos. Em crianças, o distúrbio é mais diagnosticado do que o câncer, a AIDS e a diabetes somados. Sua manifestação é mais comum no sexo masculino do que no feminino. No entanto, apesar de sua prevalência, o tema permanece nebuloso para a maior parte da sociedade, e muito do que se imagina é fruto de preconceitos e mitos.

Os autores abordam a cada capítulo os elementos que influenciam a vida de quem vive com o transtorno e daqueles que o cercam. O relacionamento com familiares, o ambiente escolar, o diagnóstico, o tratamento, a afetividade, a vida profissional, as questões legais e as perspectivas futuras são esmiuçados num texto escrito com sensibilidade, em que a teoria ganha contornos humanos, com uma sucessão de relatos de casos reais, que preservam a identidade dos pacientes e defendem uma visão mais humana e positiva acerca dessas crianças que enxergam o mundo de forma tão singular.

Há ainda a preocupação em tratar do espectro do autismo, revelando as nuances e gradações dos sintomas e que tornam, muitas vezes, o diagnóstico impreciso. Um dos exemplos descritos é a Síndrome de Asperger, uma doença considerada um "tipo leve" de autismo, mas bastante desafiante para os especialistas, pois é confundida com outros transtornos. Quando não tratada, a síndrome também impede que a pessoa coloque em prática suas habilidades inatas e cumpra seu papel social.

"O diagnóstico impreciso (ou até errôneo) ocorre especialmente quando o paciente tem traços de autismo, ou seja, apresenta apenas alguns sintomas da doença. Essas pessoas podem passar a vida toda despercebidas, sem diagnóstico e tratamento adequados. É um dos grandes desafios da medicina diagnosticar pessoas que não apresentam autismo clássico (grave), cujos sintomas são mais fáceis de serem identificados", explica Ana Beatriz.

Além da questão clínica, atenta aos avanços científicos sobre o assunto, mas sem resvalar para uma linguagem técnica, o livro busca despir os preconceitos associados ao tema e demonstrar que a convivência com uma criança com autismo pode se transformar em uma empreitada surpreendente e transformadora.

"Para se estabelecer uma relação verdadeira com a criança com autismo temos que nos abrir para uma nova forma de entendimento compartilhado, que inclua novos sinais e significações que sejam compreensíveis para ela. E nessa concepção somos nós que temos que aprender uma nova linguagem.", pondera Ana Beatriz Barbosa.


Fontes:
http://www.medicinadocomportamento.com.br
http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1128 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CAEE PESTALOZZI DA BAHIA



A Educação Especial como um direito de todos e dever da escola.

O CAEE PESTALOZZI DA BAHIA integra a Rede Pública de Educação Básica do Estado da Bahia e destina-se a prestar atendimento educacional especializado aos alunos com transtornos globais do desenvolvimento – TGD, com idade a partir dos 02 anos de idade. Funciona nos turnos: matutino e vespertino, com proposta de oferecer um conjunto de serviços e recursos especializados, para complementar o processo educacional dos alunos com necessidades educacionais especiais de forma não substitutiva,mas articulada e intercessiva com os diferentes níveis, etapas e modalidades de educação.

     A missão do Centro Educacional Especializado 
Pestalozzi da Bahia (CAEEPB)é de promover a inclusão sócio-educacional dos alunos, buscando a garantia do direito de acesso e permanência dos alunos na escola comum, mediando às ações educacionais e sociais, de forma que respeitem os limites e possibilidades individuais e coletivas, traduzidas na valorização da pessoa humana e exercício da cidadania.
     FINALIDADE:

- Prestar atendimento educacional especializado aos alunos com transtornos globais do desenvolvimento - TGD;

-  Formação continuada para os professores do CAEEPB, professores da rede estadual, municipal (preferencialmente) e privada;

-  Acompanhar e instrumentalizar os profissionais que atuam nas salas de recursos multifuncionais; 

- Conhecer e difundir as pesquisas acadêmicas na área de TGD ;

-  Produção e adaptação  de materiais – produção de recursos, metodologias, estratégias que contribuam nas práticas metodológicas educacionais dos alunos com transtornos globais do desenvolvimento - TGD.

Sua estrutura organizacional é composta pelos Núcleos: 
- Administrativo
- Acompanhamento às Escolas Comuns 
- Apoio Pedagógico
- Psicopedagogia- 
- Artes e Cultura 
- Informação e Comunicação
- Esportes
Recreação e Lazer




Avenida Ademar de Barros, s/nº, Ondina, CEP: 40170-110, Salvador/BA
Telefax: (71) 3247-0049

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO



Não deixe de procurar, de buscar, de agir.
Existem vários tratamentos para o autismo, resultados comprovados e cada pai deve procurar aquele que melhor se identificar com seu filho.

COMO:

- Neuropediatra
- Psiquiatra Infantil
- Fonoaudiologia
- Terapia Ocupacional
- Psicoterapia Comportamental
- Terapia Educacional
- Medicação
- Dietas Especiais ( ajuda algumas crianças)
- Natação 
- Equinoterapia

domingo, 4 de novembro de 2012

FUNDAÇÃO ITAÚ 2012


O Banco Itaú está doando 8 milhões de livros infantis através do Programa Itaú Criança, da Fundação Itaú Social. 
Esta ação visa incentivar a leitura de crianças de até 06 anos de idade, através da contação de histórias por meio de livros infantis ilustrados.
Para receber a doação, entre no site: http://www.lerfazcrescer.com.br





sexta-feira, 2 de novembro de 2012

AUTISMO? O QUE É?



O Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

O grau de comprometimento é de intensidade variável: Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos.
Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola. 

SINTOMAS
O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

TRATAMENTO
Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

RECOMENDAÇÕES
* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;

* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;

* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;

* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;

* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.

[DICA]: Caso conheça outros pais de pessoas com Autismo, pergunte sobre os serviços disponíveis, troque informações, troque experiências que serão de extrema importância para ambos.

Fontes:

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MEU FILHO É AUTISTA





Meu filho começou a apresentar as mudanças comportamentais com 1 ano e 2 meses, passou a ficar mais irritado, choro constante, a também se auto-agredir (como bater constantemente a cabeça na parede e no chão) para expressar uma insatisfação. Encontrando no corpo uma das maneiras para manifestar um incômodo. E isso me deixava apavorada, o medo que ocasionasse um aneurisma cerebral (dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro), e passei a utilizar o método do abraço forte e carinhoso, fazendo ele se interessar por uma música ou alguma brincadeira que chamasse a atenção e assim quebrar a sequencia de movimentos que ele fazia. DEU CERTO!!!

Não há como dimensionar o impacto de quem recebe o diagnóstico de que o filho é autista. Culpa, perda, medo do futuro, busca e recusa de informações são comuns.
Receber a notícia de que o filho é autista transforma as suas perspectivas de presente e futuro, mas é a partir dessa mudança que você pode apresentar um novo mundo para a criança. 

Não foi o que aconteceu comigo e meu esposo, já notávamos as mudanças, já estávamos sendo sinalizados, só apenas não sabíamos que seria Autismo.
Mas sei que muitas famílias passam por esse luto e respeito isso.

É natural... Viver o luto é necessário, mas é preciso estar atento ao comportamento da criança ao longo do tempo, pois o luto tem começo, meio e fim. Nesse processo, a dor da perda se transforma em luta. Uma luta em busca de informações, conhecimentos, tratamentos adequados e a certeza de que estamos no caminho certo.
Aprendemos quais cuidados a criança autista necessita e passamos a aplicá-los em casa, o que é fundamental.

ESTAMOS A PRENDENDO E REAPRENDENDO O TEMPO TODO.
Não é fácil, mas é possível se queremos.