Estou feliz por demais, mesmo no meio dessa correria encontramos relatos e situações que nos fazem repensar o que estamos fazendo, como estamos vivendo. Resolvi começar a criar um blog onde pudesse falar sobre o tema Educação aliada ao Autismo, que é a nossa realidade, mas o importante é seguir e ACREDITAR que podemos dar a nossa contribuição nesse tema ainda tão pouco discutido.
terça-feira, 5 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
AUTODOAÇÃO
Aprende a doar-te, se desejas atingir a prática legítima do Evangelho.
Pregador que se alça à tribuna dourada, derramando conceitos brilhantes, mas não se gasta nos labores que propõe é apenas máquina de falar, inconsciente e inconsequente. O verdadeiro aprendiz da Boa Nova está sempre a postos.
Se convidado a dar algo, abre a bolsa humilde e, recordando-se da parábola da viúva pobre, oferta o seu óbulo sem constrangimento. Se chamado a dar-se, empenha-se no trabalho, gastando-se em amor, consumindo as energias, recordando o Mestre na carpintaria nobre.
Há muita gente nas fileiras do Cristianismo que ensina com facilidade, utilizando linguagem escorreita, falando ou escrevendo, mas logo que é convocada a dar ou doar-se recua apressadamente ferida no amor próprio.
Prefere as posições superiores de mando, distante das honrosas situações do serviço. Pode ser comparada a parasitas em alta posição na árvore de que se nutrem, inúteis.
Em comezinhos exemplos, encontrarás, no quotidiano, o ajudar gastando-se.
A pedra que afia a lâmina consome-se no mister.
A grafite que escreve, desaparece enquanto registra.
O sabão que higieniza, dissolve-se, atendendo ao objetivo.
Em razão disso, não receies sofrer nas tarefas a que te propões.
São os maus que de ti necessitam, Os enfermos te aguardam e os infelizes confiam em ti.
Pede a ti mesmo algo por ele e, embora o teu verbo não tenha calor nem a tua pena seja portadora da fraseologia retumbante, haverá sempre muita beleza em teus atos e muita bondade em teus gestos quando dirigidos àqueles para quem, afinal, a Boa Nova está no mundo, recordando que Jesus, após cada pregação sublime, dava-se a si mesmo para a felicidade geral.
A estes oferecia a palavra de alento e paz.
Àqueles ministrava, compassivo, lições de vida e gestos de amor.
A uns abria os olhos fechados ou os ouvidos moucos.
A outros lavava as mazelas em forma de pústulas ou recuperava a paz, afastando os Espíritos infelizes.
E a todos se doava, sem cessar, cantando a Boa Nova e vivendo-a entre os sofredores até a Cruz, que transformou em ponto de luz na direção da Vida imperecível.
Formatação: Fátima Oliveira
Fonte: Livro Espírito e Vida, Joana de Ângelis, psicografia do médium Divaldo Pereira Franco
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
FELIZ 2013
Hoje é o dia que dá início a um novo ano.
Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.
Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
No ensinamento "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira.
Jesus nos coloca como ponto de referência.
Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.
Jesus nos coloca como ponto de referência.
Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
CONFRATERNIZAÇÃO PEQUENO GRUPO DA AMA-BA
É um grupo de pais que ainda estão na LISTA DE ESPERA para
que os filhos sejam atendidos na Instituição.
Nós sabemos que o Autismo não espera, é necessário
INTERVENÇÃO IMEDIATA, DIRECIONADA e EFICAZ.
Nosso grupinho é formado por pais de crianças entre 3 a 8
anos, que se reúnem uma vez por mês, Coordenado do
NIIP (Núcleo Interdisciplinar de Intervenção Precoce da Bahia) Dra.
Daniele Wanderley e mediado pelas psicólogas Vanessa Serpa Leite e Isabela
Ayumi.
Lá nós abrimos nossos corações, falamos sobre os
tratamentos, os avanços, as dificuldades, sobre a nossa realidade diária e
compartilhar com esses amigos queridos é MUITO BOM!!!
Que em 2013 estejamos juntos novamente!!!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
LIVRO: BRINCANTO
NOITE DE AUTÓGRAFOS
DIA: 23.11.2012 (Sexta-feira)
HORÁRIO: 19:00h
LOCAL: CLUBE 2004 - AV. OTÁVIO MANGABEIRA 4099, ARMAÇÃO
Decididos a compartilhar sua experiência na educação de seu filho caçula Gabriel, que é autista, a jornalista e psicopedagoga Mariene Martins Maciel e seu marido, o geólogo Argemiro Garcia lançam Brincanto - autismo tamanho família
A obra apresenta um apanhado do conhecimento sobre o autismo e, a seguir, apresenta as estratégias adotadas pelo casal e sua família para trabalhar o desenvolvimento de Gabriel, seu quarto filho. A abordagem criada por eles, chamada de Brincanto, foi aplicada com sucesso no atendimento de outras 42 pessoas autistas, o que também é relatado no trabalho.
O casal ressalta: "Este livro apresenta uma abordagem que brotou da nossa experiência como família de um garoto autista. Esperamos que esta obra ajude profissionais em seu trabalho e possibilite outras famílias a trilhar seu próprio caminho, construindo-o em cima de esperança e da crença de que o futuro se faz com as próprias mãos."
Opiniões:
"O livro é uma aula de vida no enfrentamento das dificuldades e como se fala em Minas, os autores não esconderam leite na explicação dessa técnica, o que a torna aplicável em outras pessoas." Walter Camargos Júnior
"Os capítulos de Brincanto espelham sua extensa procura de conhecimentos, caminhos, métodos, ajuda, que agora compartilham com o leitor." Margarida Windholz
Fontes:
cronicaautista.blogspot.com.br
www.autismoerealidade.com.br
http://www.brincanto.com.br
(71) 9975-7814
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
FAMÍLIA
A base Família, é extremamente importante para nossa estrutura como ser humano, nossa referência.
Porém, quando temos a nossa própria família, seja ela como e do jeito que for, nos motiva a ir além, a buscar mudanças, a brigarmos por melhorias, a sermos mais participativos.
Quando o assunto é família, no fundo ainda somos crianças, não importa o quão velho, ficamos sempre precisamos de um lar para chamar de lar. Porque sem as pessoas que você mais ama, você não pode evitar em se sentir sozinho do mundo.
Amor de Família é a coisa mais inexplicável do mundo, nem um pai consegue dizer para um filho o quanto o ama, nem o filho sabe dizer ao pai, então eles simplesmente demonstram ... (Pasini)
Porém, quando temos a nossa própria família, seja ela como e do jeito que for, nos motiva a ir além, a buscar mudanças, a brigarmos por melhorias, a sermos mais participativos.
Quando o assunto é família, no fundo ainda somos crianças, não importa o quão velho, ficamos sempre precisamos de um lar para chamar de lar. Porque sem as pessoas que você mais ama, você não pode evitar em se sentir sozinho do mundo.
Amor de Família é a coisa mais inexplicável do mundo, nem um pai consegue dizer para um filho o quanto o ama, nem o filho sabe dizer ao pai, então eles simplesmente demonstram ... (Pasini)
ENSINAR É PARA TODOS
Não precisamos de diploma para sermos pais.
Precisamos e devemos ser melhores a cada dia, para que nossos filhos se espelhem e consigam absorver o que ensinamos.
Que sejamos agentes multiplicadores da boa nova, da boa vontade, do desejo de construir um mundo melhor.
Onde nossas crianças sejam incluídas, estimuladas e capacitadas para acreditar que as limitações não os impedem de superar as barreiras.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
LIVRO: MÃE, ME ENSINA A CONVERSAR
Neste livro, Dalva Tabachi nos conta como foi difícil a luta para que seu Ricardo pudesse levar uma vida normal, conta-nos ainda todo o progresso que ele teve com a ajuda do outro filho, do pai, da equipe de profissionais que lhe davam todo o amparo e, é claro, dela própria. Nada foi fácil, e cada pequena conquista foi bastante comemorada, cada evolução, simples, que pra nós é natural e passa despercebido, pra ela era como um troféu pelo seu esforço e uma garantia à felicidade de toda a família.
Mais do que um emocionante relato sobre a experiência da família para adaptar Ricardo ao mundo e enumerar os progressos que o rapaz alcançou, sempre estimulado pelos pais, irmãos e por um grupo de profissionais especializados, Dalva Tabachi alerta para a necessidade de não esconder as chamadas "pessoas especiais" e enfrentar "olhando de frente" a discriminação, a incompreensão e o preconceito. Para a autora, quem tenta proteger o filho especial e o retira do convívio social pode estar querendo ocultar que produziu alguém que foge aos padrões idealizados pela sociedade.
Médicos, psicólogos, professores de música e outros profissionais da equipe que acompanhou Ricardo desde criança também contam, no livro, a evolução do tratamento do rapaz, que, hoje, aos 25 anos, trabalha na empresa da mãe, aprendeu a ler e a escrever, faz parte da equipe Máster de natação do Flamengo e demonstra interesse em noticiário.
Enquanto se preocupavam em garantir que Ricardo fosse o mais independente possível, a família deparou com numerosos problemas, entre eles o de estabelecer limites para alguém que custou a sair de seu isolamento próprio. Dificuldades que foram superadas com coragem, paciência e amor incondicional de uma família que não se permitiu desanimar frente ao autismo.
A história nos ensina uma lição valiosa: NÃO DEVEMOS JAMAIS ENTREGAR-NOS ÀS CIRCUNSTÂNCIAS! Caso Dalva tivesse se entregado e aceitado a condição do filho, se continuasse pensado que nenhum esforço adiantaria, provavelmente hoje ele estaria isolado, mas sua mãe lutou pra garantir que ele vivesse uma vida normal, dentro das suas limitações, mas quis vê-lo se superando à cada dia, feliz e com qualidade de vida.
Livro: MÃE,
ME ENSINA A CONVERSAR
Subtítulo: Vencendo
o autismo com amor
Autor: Dalva Tabachi
Editora: Rocco
Páginas:96
Ilustração : Flor Opazo (capa)
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
LIVRO: MUNDO SINGULAR
SINOPSE DO LIVRO
Mundo Singular - Entenda o Autismo
"Pedro tem dificuldades em olhar seus pais nos olhos ou responder quando é chamado. André tem fixação por trens; é capaz de ficar horas a fio enfileirando-os no chão do quarto. Mariana tem crises frequentes no colégio e não consegue acompanhar os coleguinhas nas brincadeiras, mas aprendeu a ler sozinha aos três anos. Todos os três têm comportamentos que podem ser sinais de autismo. E agora, o que fazer?"
Isoladas num mundo particular de difícil acesso, com hábitos restritos, ritualizados e repetitivos, as crianças que desenvolvem autismo são corriqueiramente vistas como estranhas e alheias a tudo e a todos. O que poucos sabem é que estes indivíduos são dotados de talentos e habilidades singulares. Diante do diagnóstico de autismo, o mais importante para os pais, professores e profissionais de saúde é criar mecanismos para ensinar a essas pessoas os prazeres contidos nos momentos de convivência com a criança, buscando amenizar para elas o caráter invasivo e intimidador que o contato social adquire.
Primeiro livro da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa escrito em parceria com especialistas da sua equipe, com experiência em crianças e adolescentes, Mundo singular, é um guia voltado para o público leigo, com foco no funcionamento mental da criança com autismo.
Caracterizado por um conjunto de sintomas que afeta a socialização, a comunicação e o comportamento, e que acomete cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, o transtorno afeta, sobretudo, a interação social desses indivíduos. Em crianças, o distúrbio é mais diagnosticado do que o câncer, a AIDS e a diabetes somados. Sua manifestação é mais comum no sexo masculino do que no feminino. No entanto, apesar de sua prevalência, o tema permanece nebuloso para a maior parte da sociedade, e muito do que se imagina é fruto de preconceitos e mitos.
Os autores abordam a cada capítulo os elementos que influenciam a vida de quem vive com o transtorno e daqueles que o cercam. O relacionamento com familiares, o ambiente escolar, o diagnóstico, o tratamento, a afetividade, a vida profissional, as questões legais e as perspectivas futuras são esmiuçados num texto escrito com sensibilidade, em que a teoria ganha contornos humanos, com uma sucessão de relatos de casos reais, que preservam a identidade dos pacientes e defendem uma visão mais humana e positiva acerca dessas crianças que enxergam o mundo de forma tão singular.
Há ainda a preocupação em tratar do espectro do autismo, revelando as nuances e gradações dos sintomas e que tornam, muitas vezes, o diagnóstico impreciso. Um dos exemplos descritos é a Síndrome de Asperger, uma doença considerada um "tipo leve" de autismo, mas bastante desafiante para os especialistas, pois é confundida com outros transtornos. Quando não tratada, a síndrome também impede que a pessoa coloque em prática suas habilidades inatas e cumpra seu papel social.
"O diagnóstico impreciso (ou até errôneo) ocorre especialmente quando o paciente tem traços de autismo, ou seja, apresenta apenas alguns sintomas da doença. Essas pessoas podem passar a vida toda despercebidas, sem diagnóstico e tratamento adequados. É um dos grandes desafios da medicina diagnosticar pessoas que não apresentam autismo clássico (grave), cujos sintomas são mais fáceis de serem identificados", explica Ana Beatriz.
Além da questão clínica, atenta aos avanços científicos sobre o assunto, mas sem resvalar para uma linguagem técnica, o livro busca despir os preconceitos associados ao tema e demonstrar que a convivência com uma criança com autismo pode se transformar em uma empreitada surpreendente e transformadora.
"Para se estabelecer uma relação verdadeira com a criança com autismo temos que nos abrir para uma nova forma de entendimento compartilhado, que inclua novos sinais e significações que sejam compreensíveis para ela. E nessa concepção somos nós que temos que aprender uma nova linguagem.", pondera Ana Beatriz Barbosa.
Fontes:
http://www. medicinadocomportamento.com. br
http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1128
Fontes:
http://www.
http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1128
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO
Não deixe de procurar, de buscar, de agir.
Existem vários tratamentos para o autismo, resultados comprovados e cada pai deve procurar aquele que melhor se identificar com seu filho.
COMO:
- Neuropediatra
- Psiquiatra Infantil
- Fonoaudiologia
- Terapia Ocupacional
- Psicoterapia Comportamental
- Terapia Educacional
- Medicação
- Dietas Especiais ( ajuda algumas crianças)
- Natação
- Equinoterapia
domingo, 4 de novembro de 2012
FUNDAÇÃO ITAÚ 2012
O Banco Itaú está doando 8 milhões de livros infantis através do Programa Itaú Criança, da Fundação Itaú Social.
Esta ação visa incentivar a leitura de crianças de até 06 anos de idade, através da contação de histórias por meio de livros infantis ilustrados.
Para receber a doação, entre no site: http:// www.lerfazcrescer.com.br
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
AUTISMO? O QUE É?
O Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: Algumas crianças, apesar
de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios
problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes,
outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos
de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma
gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a
possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos
casos.
Certos
adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém,
os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades
em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de
encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de
autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos
seus filhos terminarem a escola.
SINTOMAS
O autismo acomete pessoas de
todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os
sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são
identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de
a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser
divididos em 3 grupos:
1) ausência completa de
qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de
movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
2) o portador é voltado para
si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente;
consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a
repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
3) domínio da linguagem,
inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que
permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida
adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram
aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua
adaptação e auto-suficiência.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é
essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do
paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de
Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo
CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
TRATAMENTO
Até o momento, autismo é um
distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser
introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe
multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão
que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de
acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o
uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.
RECOMENDAÇÕES
* Ter em casa uma pessoa com
formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a
família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação
especializados;
* É fundamental descobrir um
meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de
comunicação com o autista;
* Autistas têm dificuldade de
lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu
mundo organizado e dentro da rotina;
* Apesar de a tendência atual
ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações
que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é
procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
* Autistas de bom rendimento
podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com
características de genialidade.
[DICA]: Caso
conheça outros pais de pessoas com Autismo, pergunte sobre os serviços
disponíveis, troque informações, troque experiências que serão de extrema
importância para ambos.
Fontes:
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
MEU FILHO É AUTISTA
Meu filho começou a
apresentar as mudanças comportamentais com 1 ano e 2 meses, passou a ficar mais
irritado, choro constante, a também se auto-agredir (como bater
constantemente a cabeça na parede e no chão) para expressar uma insatisfação.
Encontrando no corpo uma das maneiras para manifestar um incômodo. E isso me
deixava apavorada, o medo que ocasionasse um aneurisma cerebral (dilatação que se forma na parede enfraquecida de
uma artéria do cérebro), e passei a utilizar o método do abraço forte e
carinhoso, fazendo ele se interessar por uma música ou alguma brincadeira que
chamasse a atenção e assim quebrar a sequencia de movimentos que ele fazia. DEU
CERTO!!!
Não há como dimensionar o
impacto de quem recebe o diagnóstico de que o filho é autista. Culpa, perda,
medo do futuro, busca e recusa de informações são comuns.
Receber a notícia de que
o filho é autista transforma as suas perspectivas de presente e futuro, mas é a
partir dessa mudança que você pode apresentar um novo mundo para a criança.
Não foi o que aconteceu
comigo e meu esposo, já notávamos as mudanças, já estávamos sendo sinalizados,
só apenas não sabíamos que seria Autismo.
Mas sei que muitas
famílias passam por esse luto e respeito isso.
É natural... Viver o luto é necessário, mas é
preciso estar atento ao comportamento da criança ao longo do tempo, pois
o luto tem
começo, meio e fim. Nesse processo, a dor da perda se transforma em
luta. Uma luta em busca de informações, conhecimentos, tratamentos adequados e
a certeza de que estamos no caminho certo.
Aprendemos quais cuidados
a criança autista necessita e passamos a aplicá-los em casa, o que é
fundamental.
ESTAMOS APRENDENDO E
REAPRENDENDO O TEMPO TODO.
Não é fácil, mas é
possível se queremos.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
O QUE NOS PEDIRIA UM AUTISTA?
E, finalmente três palavras mágicas: Paciência, Paciência, Paciência.
Ajude a ver o meu autismo como uma habilidade diferente e não uma incapacidade.
Olhe por cima do que você acha que seja uma limitação e veja o presente que o autismo me deu.
Talvez seja verdade que eu não seja bom no contato olho-no-olho e conversas, mas você notou que eu não minto ou julgo outras pessoas? É verdade que eu não vou ser um Ronaldinho "Fenômeno" do futebol. Mas, com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, eu posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh (eles também tinham Autismo), uma possível resposta para Alzheimer, o enigma da vida extraterrestre, etc. - O que o futuro tem guardado para crianças autistas como eu, está no próprio futuro.
Tudo que eu posso ser não vai acontecer sem você sendo a minha Base.
Pense sobre estas "regras" sociais e se elas não fazem sentido para mim, deixe de lado.
Seja o meu protetor, seja o meu amigo e nós vamos ver até onde eu posso ir.
CONTO COM VOCÊ!!!
Retirados dos sites:
www.autimismo.com.br
www.ama-ba.org.br
RESPIRA MÃE
" Serás mãe por toda a vida.
Ensine as coisas importantes. As de verdade.
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu.
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
Deixe ele imaginar. Imagine com ele.
As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe doem pra sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais.
E, acima de tudo, respire.
As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe doem pra sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais.
E, acima de tudo, respire.
Serás mãe por toda a vida.
Ele será criança só uma vez."
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